Draft imprevisível e incrível

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Há algumas noites, o Draft da NBA aconteceu, nós do hornetsbrasil fizemos um pequeno resumo dos jogadores que esperávamos que estivessem disponíveis para o GM Dell Demps escolher, nos achando espertos e conhecedores das mentes dos engravatados, afinal foi um bom tempo pesquisando, lendo, discutindo e analisando o que poderia acontecer numa noite tão importante para o futuro da franquia. No final das contas, erramos, não feio, mas ainda sim erramos, assim como os experts que são pagos pra fazer isso, então eu me dou a liberdade de dar um desconto!

 

Como começou

 

O Draft 2013 começou como prevíamos, com muitas especulações e poucas certezas. Quem seria o primeiro escolhido? Quem seria o primeiro time a trocar sua escolha? Quem surpreenderia? Quem seria esquecido? A única certeza da noite nesse ponto era a cerveja gelada na minha geladeira.

 

Início

 

Quando o chefão da NBA nos últimos 30 anos David Stern apareceu no lendário palco, montado no ginásio do Brooklyn Nets, para apertar a mão do último número 1 que ele apresentaria ao mundo, eu já estava na segunda garrafa, cansado de esperar os Cavs escolherem quem eles bem entendessem. E a espera valeu a pena. Com a primeira escolha do Draft, os Cavaliers fizeram o que estão se tornando especialistas em fazer: escolhas surpreendentes que ninguém entende.

Anthony Bennett foi o cara escolhido. Como se a defesa deles fosse sensacional. Como se eles não tivessem um PF baixo escolhido com a 4ª escolha alguns anos atras em Tristan Thompson. Os Pelicans não têm nada a ver com isso no entanto, e agradeceram a decisão. Quando a ficha caiu de que Nerlens Noel ou Ben Mclemore iriam sobrar, o copo de cerveja foi virado como se não houvesse amanhã.

 

Mais surpresas

 

As escolhas seguintes seguiram como se esperava alguns minutos antes do Cavs dar inicio à noite. Victor Oladipo foi o 2º, indo para Orlando, e Otto Porter 3º, na escolha mais fácil que o Wizards fez nos últimos anos. Então veio Charlotte e nos deu a alegria de escolher Cody Zeller com a 4ª escolha. Não que ele não seja talentoso ou merecedor, mas com as opções disponíveis, eles poderiam ter adicionado alguém com mais potencial na minha opinião. Phoenix      escolheu Alex Len com a 5ª escolha, deixando os 2 melhores prospectos cairem no colo de New Orleans!

 

A 6ª escolha

 

“Com a 6ª escolha do Draft 2013, o New Orleans Pelicans, sim, o Pelicans escolhe…. Nerlens Noel”. Stern anuncia nossa escolha, eu não fico muito animado pois não acho ele a melhor opção ao lado da nossa estrela Anthony Davis, mas ainda sim é bom ouvir o entusiasmo do jovem e magrelo pivô na entrevista.

http://www.youtube.com/watch?v=T2C2fBH6KjU

Porém, a festa de tocos que Noel previu não durou muito. Minutos após a escolha ser anunciada, tomou-se conhecimento de que a escolha foi feita na verdade para o Philadelphia 76ers, como parte de uma troca envolvendo os 2 times. Os Sixers ficariam com Nerlens Noel e a escolha do Pelicans no próximo Draft, desde que a mesma não esteja entre as 5 primeiras. O Pelicans fica com o jovem armador Jrue Holiday e a 42ª escolha da noite, que acabou sendo o armador Pierre Jackson. Quando vejo imagens de Noel tirando fotos com o boné do Sixers, fico numa sinuca de bico. Bebo até amanhecer para comemorar que temos um armador de verdade, ou me mantenho calmo e assisto até o fim para ver outras movimentações? Fiquei até o fim.

http://www.youtube.com/watch?v=4l82hgQWCr4

 

A troca

 

Como explicada acima, a troca foi: 

Pelicans recebe: Jrue Holiday, Pierre Jackson

Sixers recebe: Nerlens Noel, escolha do Pelicans de 2014 fora das 5 primeiras

 

Embora a troca reduza o espaço no CAP que teremos nessa offseason, New Orleans foi a única franquia que saiu do Draft com algo certo em Holiday, e não só tem agora um jovem armador de 23 anos sob contrato pelos próximos 4 anos, como tem um All-Star.

 

Considerações finais

 

Algumas trocas menores aconteceram depois, como Trey Burke indo para Utah e o brasileiro Lucas Nogueira indo pra Atlanta, mas o que realmente ficou foi a troca que NOLA fez. Demps mostrou que cansou de perder, e não vai desperdiçar o talento de Davis num time fraco, sendo figurinha carimbada nas primeiras posições do Draft ano após ano. A ideia é competir, e o caminho esta certo. Holiday, Gordon, Anderson e Davis são uma ótima fundação, com espaço para crescer muito no futuro. Trocar duas coisas desconhecidas por uma certa, com credenciais de All-Star foi mais um golpe de mestre do nosso GM, e não esperem que ele se dê por satisfeito. Há mais por vir. Como dizem nossos companheiros gringos, em Demps nós confiamos.

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Sobre rafahornets

The guy from my mirror. 23 anos bem vividos, fã do Hornets desde que me conheço por gente, quase engenheiro bioquímico, bom comedor, melhor bebedor. Brasileiro com orgulho. Ex jogador, ex técnico, metido a escrever e comentar sobre basquete.
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